Em dois mil e oito começo desiludida, atordoada, sem saber o que fazer, sem seguir o ritmo do compasso que o tempo gera, é como se fosse devorada pelo ano ainda em seu início.
Me submeto a inúmeras atividades, com horárioas marcados e atividades paralelas, pareço querer preencher um tempo que já está abastado há tempos.
Sei lá, tenho andado desesperada todos os dias, todos os momentos, todos os instantes. Tenho a sensação de que tudo se esvai, a ampulheta corre, mal percebo as rugas mas sei que elas já começam a existir. Dores de cabeça gigantescas, solidão exacerbada, não comemoro a felicidade de outrém, fico invejosa, penso que eu poderia desfrutar de tal prazer, ao invés de estar alegre pelo outro. Se de fato, de nada desfruto agora, é porque não mereço realmente. E fico triste, por não entender pq desmerecer felicidade. Ando numa situação domesticamente controlável, mas à deriva constantemente. à beira de um ataque de nervos. à beira de gritos ensurdecedores... tem dias que eles vêm até o topo do garganta, mas eu ainda os controlo. Mas até quando?
E a poesia, e o talento de antigamente, as apostas de sucesso, as palavras de afeto, por onde andam?
Ultimamente ao meu redor só vejo e faço cobranças, sofro, é tudo muito frio e inanimado. É tudo muito triste. É complicado quando a vida se torna triste, triste não por feito de alguém, mas triste pela pró
Só posso dizer que sinto muito! Literalmente!
Por tudo.
E tenho sentido muito medo... de me perder, de perder tudo sei lá.
Desconcertada!










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